Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) para MEI: o que é e como emitir

Compartilhar conteúdo

Se você é Microempreendedor Individual (MEI) e presta serviços, saber como emitir a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) é essencial para garantir a legalidade e a organização do seu negócio.

A NFS-e é mais do que um documento fiscal, sendo uma ferramenta que pode abrir novas oportunidades de mercado, facilitar o acesso a contratos e melhorar a relação com clientes e fornecedores.

Neste artigo, vamos explorar detalhadamente todos os aspectos que você precisa saber sobre a NFS-e e como ela pode ser um divisor de águas para o seu empreendimento.

Você vai descobrir o que é a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica e por que ela é indispensável para quem presta serviços. Entenderá a sua regulamentação, os benefícios fiscais que pode trazer e como ela se diferencia de outros tipos de notas fiscais, como a NF-e e a NFC-e.

Além disso, você irá saber a importância de emitir a NFS-e para garantir a conformidade com as obrigações tributárias e como isso pode impactar positivamente a credibilidade do seu negócio. Aproveite a leitura!

O que é a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e)?

A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) é o documento fiscal destinado à formalização da prestação de serviços. Ela substitui a nota fiscal de papel e é gerada de forma 100% digital, o que facilita o processo para microempreendedores individuais (MEIs) que precisam declarar seus serviços prestados.

Esse modelo de nota é obrigatório em diversos municípios e permite um controle mais preciso tanto para o governo quanto para o empresário.

A NFS-e é regulamentada pela Lei Complementar 116/2003, que define os critérios para a emissão de notas fiscais de serviços, como o local de incidência do imposto, o Imposto sobre Serviços (ISS), e quem deve emiti-la. A implementação da NFS-e varia de acordo com a prefeitura, uma vez que são os municípios os responsáveis pela gestão e tributação do ISS.

Saiba mais sobre a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica em: “O que é Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e)?

A importância da NFS-e para o MEI

Emitir a NFS-e para MEI não só garante a conformidade com a legislação tributária, como também traz diversas vantagens para o microempreendedor. Essa nota facilita o acesso a benefícios como isenção de alguns impostos, quando aplicáveis, além de simplificar o relacionamento com clientes e fornecedores.

A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) não é apenas uma exigência legal, mas também uma ferramenta estratégica que facilita a gestão do negócio para o MEI. Emitir a NFS-e garante uma série de benefícios fiscais e administrativos, ajudando o microempreendedor a organizar melhor suas atividades e a se manter em conformidade com a legislação tributária.

Uma das principais vantagens está no acesso a isenções fiscais, que podem variar de acordo com o município onde o MEI está registrado.

Em algumas cidades, existe a possibilidade de isenção ou redução do valor do Imposto sobre Serviços (ISS), especialmente quando o microempreendedor atende a determinadas condições, como o faturamento dentro do limite anual de MEI, que é de R$ 81 mil. Vale verificar as regras específicas do município para não perder oportunidades de economizar com impostos.

Além disso, a emissão da NFS-e simplifica a relação com clientes e fornecedores. Isso porque muitos contratos, principalmente com empresas maiores, exigem que o serviço prestado seja documentado por meio de nota fiscal.

Quando o MEI emite a NFS-e, ele formaliza a operação e permite que seu cliente tenha uma documentação fiscal válida para abater despesas ou justificar custos operacionais.

A NFS-e também é um fator que confere mais credibilidade ao negócio. O MEI que emite nota fiscal demonstra profissionalismo, o que pode atrair mais clientes e abrir portas para oportunidades maiores, como participar de licitações públicas ou fechar contratos com grandes empresas, que normalmente exigem essa formalidade.

Outro benefício importante é a organização financeira que a NFS-e proporciona. Ao emitir a nota, o MEI mantém um histórico de todas as suas transações, o que facilita o controle financeiro do negócio.

Essa documentação ajuda na hora de planejar investimentos, monitorar o faturamento e até mesmo na declaração anual do Simples Nacional, obrigatório para os MEIs. Com a NFS-e, o microempreendedor pode visualizar facilmente o quanto faturou em um determinado período e calcular com precisão os impostos devidos.

Aspectos legais

Embora o MEI tenha um regime simplificado de tributação, ele está sujeito a diversas obrigações fiscais e contábeis.

Emitir a NFS-e é uma dessas responsabilidades, principalmente quando se trata de prestar serviços para empresas que exigem a comprovação fiscal. A não emissão da nota pode resultar em penalidades legais, como multas e juros sobre os valores não declarados.

Além disso, a emissão da NFS-e permite ao MEI manter um histórico fiscal organizado, o que é crucial para evitar problemas em eventuais fiscalizações. O ISS, imposto pago sobre a prestação de serviços, é recolhido de maneira simplificada, mas o não pagamento pode gerar complicações legais para o microempreendedor.

Principais vantagens da NFS-e para o MEI

A NFS-e oferece diversas vantagens para o Microempreendedor Individual (MEI), facilitando a gestão fiscal e ampliando as oportunidades de negócio. Confira os principais benefícios:

  1. Facilidade de emissão: Emitir uma NFS-e é um processo simples e prático. O MEI pode acessar o portal da prefeitura do município onde está registrado e realizar a emissão diretamente pela internet, sem a necessidade de deslocamento ou burocracias adicionais. Essa facilidade torna o processo mais acessível, mesmo para quem tem pouca experiência com ferramentas digitais.
  2. Redução de custos: A transição para o modelo eletrônico elimina gastos com talões de nota fiscal em papel, que antes eram uma despesa obrigatória para a formalização de serviços. Além de economizar nos custos de impressão, o MEI também contribui para a sustentabilidade ao reduzir o uso de papel.
  3. Agilidade no processo: O envio da NFS-e para o cliente pode ser realizado de forma instantânea, logo após a emissão, geralmente por e-mail. Essa agilidade permite que o MEI receba os pagamentos de forma mais rápida, já que muitos clientes condicionam o pagamento à apresentação da nota fiscal. Além disso, a rapidez no processo melhora a experiência do cliente, reforçando a credibilidade do microempreendedor.
  4. Acesso a contratos com empresas: Muitas empresas exigem a emissão de nota fiscal como requisito para firmar contratos ou realizar pagamentos. Ao emitir a NFS-e, o MEI se torna apto a atender a essas demandas, ampliando suas possibilidades de negócio. Essa formalização abre portas para parcerias com grandes empresas e participação em licitações públicas, que frequentemente exigem a emissão de notas fiscais para a prestação de serviços.

Com essas vantagens, a NFS-e se torna uma ferramenta indispensável para a profissionalização e o crescimento do MEI no mercado.

Diferenças entre NFS-e e outros tipos de nota fiscal

Apesar de existir uma diversidade de notas fiscais, como a NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) e a NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica), a NFS-e tem características específicas. Ela é exclusivamente voltada para a prestação de serviços, enquanto as outras notas estão mais relacionadas à venda de produtos.

A NF-e, por exemplo, é emitida por quem comercializa mercadorias, enquanto a NFS-e é exclusiva para a prestação de serviços. As diferenças são importantes, pois cada tipo de nota fiscal é regulado por legislações distintas, o que afeta diretamente a forma como o MEI deve proceder em suas operações fiscais.

Saiba mais sobre as diferenças entre NFS-e e NF-e no nosso artigo: “Diferenças entre Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) para MEI”.

Quando o MEI deve emitir a NFS-e

O MEI deve emitir a NFS-e em situações específicas, especialmente quando presta serviços para outras empresas. Essa exigência também se aplica a alguns casos em que o cliente pessoa física solicita a emissão de nota para formalizar a prestação de serviços. Porém, nem todos os serviços prestados pelo MEI necessitam de emissão de NFS-e.

Situações obrigatórias

  1. Prestação de serviços para empresas: Quando o MEI presta serviços para uma pessoa jurídica (empresa), ele é obrigado a emitir a NFS-e;
  2. Solicitação do cliente: Mesmo em transações com pessoas físicas, o MEI deve emitir a NFS-e caso o cliente exija esse comprovante fiscal;
  3. Licitações públicas: Caso o MEI participe de processos licitatórios ou preste serviços para órgãos públicos, a emissão de NFS-e é obrigatória.

Casos específicos

Além das situações padrão, existem casos mais específicos onde a emissão da NFS-e também é necessária. Alguns exemplos incluem:

  • Serviços em outros municípios: Dependendo do local onde o serviço será prestado, pode haver a obrigatoriedade de emissão de NFS-e no município de destino;
  • Contratos de longo prazo: Para contratos que envolvem a prestação de serviços contínuos, é comum a exigência da emissão de notas fiscais periódicas.

Descubra mais sobre quando o MEI precisa emitir nota fiscal no artigo: “Quando e como emitir nota fiscal para MEI: requisitos e procedimentos”.

Preciso de um contador para emitir NFS-e?

Uma dúvida recorrente entre MEIs é se há a necessidade de contratar um contador para emitir a NFS-e. A resposta é: não. O processo de emissão é simplificado e pode ser realizado diretamente pelo MEI, sem a intermediação de um contador.

Entretanto, contar com o auxílio de um contador pode ser vantajoso para a organização financeira do negócio. Ele poderá ajudar com a correta apuração de impostos, evitar erros e orientar sobre como emitir as notas de forma adequada.

O sistema ClickNotas, por exemplo, é uma solução que dispensa a necessidade de um contador, facilitando o processo de emissão de notas fiscais para o MEI.

Passo a passo para emitir a NFS-e

Emitir a b>NFS-e pode parecer um processo complicado à primeira vista, mas com as instruções corretas, ele se torna simples e prático. Aqui está um guia detalhado para te ajudar a emitir sua nota fiscal de serviços sem dificuldades:

1. Cadastro e acesso ao sistema

O primeiro passo para emitir a NFS-e é garantir que você tenha o cadastro necessário nos órgãos responsáveis. Esse cadastro pode ser feito na Secretaria da Fazenda (SEF) ou diretamente no portal da prefeitura local, dependendo de como o seu município organiza o sistema de emissão de notas fiscais.

Cadastro na Secretaria da Fazenda (SEF) ou na prefeitura local

O processo de cadastro exige que o MEI forneça algumas informações, como o número do CNPJ, dados pessoais e o comprovante de endereço. Alguns municípios podem exigir também o uso de um certificado digital, que serve para autenticar o emissor da nota e garantir a segurança do processo. O certificado digital não é uma regra universal para MEIs, então é importante verificar as exigências do seu município antes de iniciar o cadastro.

Outro detalhe importante é que o processo de cadastro pode variar significativamente de cidade para cidade. Algumas prefeituras exigem a criação de uma senha de acesso, enquanto outras oferecem portais específicos para a emissão das notas. O ideal é consultar o site da prefeitura local para saber quais são os procedimentos e requisitos.

Documentos necessários para a emissão de notas fiscais

Os documentos normalmente solicitados no momento do cadastro incluem:

  1. CNPJ do MEI
  2. Comprovante de endereço do microempreendedor
  3. Dados bancários (em alguns casos, para possíveis recolhimentos de ISS)
  4. Certificado digital (se exigido pelo município)

Com esses documentos em mãos, o processo de cadastro se torna mais rápido e eficaz, evitando atrasos na hora de começar a emitir suas notas fiscais.

2. Escolha do sistema de emissão

A escolha do sistema de emissão é uma das decisões mais importantes que o MEI precisa tomar. Atualmente, muitos municípios oferecem sistemas gratuitos no portal da prefeitura, onde é possível emitir as notas diretamente.

No entanto, esses sistemas podem não ser os mais intuitivos e fáceis de usar, especialmente para quem não está habituado com questões fiscais.

Outra opção é utilizar um sistema de emissão de notas fiscais online, oferecido por empresas especializadas. Esses sistemas geralmente são mais completos, oferecendo não só a emissão de NFS-e, mas também funcionalidades adicionais, como o armazenamento de notas fiscais, relatórios detalhados sobre as transações, integração com outros sistemas de contabilidade e suporte técnico.

Ao optar por um sistema de emissão de NFS-e, é essencial considerar aspectos que facilitem o uso e garantam uma boa experiência para o usuário, principalmente para quem não possui conhecimentos avançados em contabilidade.

Confira os principais fatores a serem avaliados:

  1. Facilidade de uso: Escolha um sistema intuitivo, com uma interface simples e direta, que permita a emissão das notas sem dificuldades. Um sistema bem projetado evita erros e poupa tempo, permitindo que o microempreendedor concentre seus esforços em atividades essenciais para o crescimento do negócio. Além disso, plataformas que oferecem tutoriais e guias para iniciantes são um diferencial importante para facilitar a adaptação ao sistema.
  2. Custo-benefício: Analise os planos disponíveis e verifique se os custos são compatíveis com suas necessidades. Alguns sistemas permitem a emissão ilimitada de notas fiscais por uma taxa fixa mensal, o que pode ser uma excelente opção para quem trabalha com um grande volume de transações. Compare também os benefícios adicionais, como relatórios gerenciais e integrações com outros sistemas, para garantir o melhor retorno sobre o investimento.
  3. Suporte ao cliente: Certifique-se de que o sistema oferece um suporte técnico rápido e eficiente. Ter acesso a um time de suporte bem treinado é fundamental para resolver problemas ou esclarecer dúvidas em tempo hábil. Alguns provedores oferecem suporte por chat, telefone ou e-mail, o que facilita o contato imediato em casos de emergência.

Ao avaliar esses fatores, você garante a escolha de um sistema de emissão que atenda às suas demandas e contribua para uma gestão fiscal mais eficiente.

O ClickNotas, por exemplo, é uma das opções no mercado, que permite a emissão de NFS-e de forma simples e intuitiva. Vale a pena comparar as diferentes soluções disponíveis e escolher a que melhor atende às suas necessidades.

3. Emissão da NFS-e

Depois de escolher o sistema e realizar o cadastro necessário, o próximo passo é emitir a NFS-e. Normalmente, o processo envolve os seguintes passos:

  1. Login no sistema: Acesse o portal da prefeitura ou o sistema escolhido com o seu login e senha;
  2. Preenchimento dos dados<: Insira as informações do serviço prestado, como a descrição, o valor do serviço e os dados do tomador (cliente);
  3. Cálculo do ISS: Em alguns casos, o sistema já realiza automaticamente o cálculo do ISS a ser recolhido, com base no valor do serviço e na alíquota aplicável;
  4. Revisão e emissão: Revise as informações preenchidas e clique em “Emitir”. A NFS-e será gerada e disponibilizada para envio ao cliente.

4. Armazenamento e envio

Após a emissão da NFS-e, é fundamental que o MEI adote boas práticas de armazenamento. Embora o documento seja emitido eletronicamente, manter cópias digitais bem organizadas é essencial para um controle fiscal e contábil eficiente.

Essa organização facilita o acesso a registros passados, especialmente em situações de auditorias fiscais ou no momento de elaborar a Declaração Anual do Simples Nacional. Muitos sistemas de emissão já oferecem a opção de armazenar automaticamente as notas emitidas, garantindo segurança e praticidade ao processo.

É recomendável que o MEI utilize ferramentas de backup para evitar a perda de dados. O armazenamento em nuvem é uma excelente opção, pois permite acessar as notas fiscais de qualquer lugar e a qualquer momento, além de oferecer proteção adicional contra problemas técnicos, como falhas em dispositivos de armazenamento local. Organizar as notas em pastas por período ou tipo de serviço prestado também pode tornar o gerenciamento ainda mais simples e eficiente.

Quanto ao envio da NFS-e, a tecnologia também simplifica essa etapa. O documento pode ser enviado diretamente ao cliente por e-mail, o que reduz custos com impressão e entrega física.

Além disso, alguns sistemas de emissão possibilitam o envio automático da nota logo após a sua geração. Essa funcionalidade não apenas economiza tempo, mas também melhora a experiência do cliente, garantindo que ele receba o comprovante da transação de forma ágil e segura.

Esse tipo de eficiência fortalece o profissionalismo do MEI e contribui para um relacionamento comercial mais confiante e transparente.

Qual é a multa por não emitir NFS-e?

A não emissão de NFS-e quando obrigatória pode acarretar penalidades ao MEI. A multa varia de acordo com o município e a legislação local, mas em geral, as penalidades incluem:

  • Multa fixa: Em muitos casos, a prefeitura aplica uma multa de valor fixo para cada nota não emitida;
  • Multa proporcional: Algumas prefeituras calculam a multa como um percentual sobre o valor do serviço não declarado, o que pode encarecer bastante a penalidade.

Além disso, a ausência da NFS-e pode levar a complicações na hora de regularizar o negócio, impactando inclusive o recolhimento do ISS e prejudicando a conformidade fiscal.

Saiba quais são os principais erros na emissão de NFS-e para MEI

A emissão da NFS-e é um processo essencial para o MEI, mas alguns erros comuns podem comprometer a validade do documento e causar transtornos fiscais. Conhecer esses erros é o primeiro passo para evitá-los e garantir a conformidade com a legislação. Confira os principais:

  1. Informações incorretas do cliente: Um dos erros mais frequentes é o preenchimento errado dos dados do cliente, como CPF ou CNPJ, endereço e nome. Esses erros podem invalidar a nota ou dificultar o reconhecimento da transação, prejudicando tanto o MEI quanto o cliente. Para evitar problemas, revise as informações antes de concluir a emissão.
  2. Valores inconsistentes: O preenchimento incorreto do valor do serviço ou da alíquota do ISS pode resultar em problemas fiscais, como o pagamento incorreto de tributos. Utilize sistemas de emissão que realizem o cálculo automático e sempre confira se os valores estão de acordo com o serviço prestado.
  3. Ausência de descrições detalhadas: Deixar de detalhar adequadamente o serviço prestado é outro erro comum. A descrição insuficiente pode gerar dúvidas sobre a operação e dificultar a análise em fiscalizações. Seja claro e específico ao informar o serviço realizado.
  4. Emissão fora do prazo: Muitos municípios estabelecem prazos para a emissão da NFS-e após a prestação do serviço. Emitir a nota fora do período permitido pode acarretar multas ou outras penalidades. Fique atento aos prazos estabelecidos pela prefeitura local.
  5. Falta de revisão antes da emissão: Não revisar a nota antes de emiti-la pode levar à inclusão de dados incorretos ou incompletos. Dedique alguns minutos para verificar todas as informações antes de concluir o processo.

Evitar esses erros ajuda o MEI a manter a regularidade fiscal e a credibilidade com seus clientes. Além disso, adotar ferramentas de emissão confiáveis e práticas pode reduzir significativamente a ocorrência de falhas.

Como corrigir erros na NFS-e emitida?

A correção de erros na NFS-e é um procedimento essencial para garantir a regularidade fiscal e evitar problemas com o fisco.

Quando um erro é identificado após a emissão da NFS-e, como valores incorretos, dados errados do cliente ou descrições inadequadas do serviço prestado, existem algumas formas de correção que podem ser adotadas, dependendo das regras do município. Confira as principais:

  1. Cancelamento da NFS-e: O cancelamento é a solução mais comum para corrigir erros significativos na NFS-e, como valores incorretos ou emissões equivocadas. Para realizar o cancelamento, o contribuinte deve acessar o sistema da prefeitura, solicitar o cancelamento da nota e justificar o motivo.
    Esse processo geralmente possui um prazo limite, que varia entre os municípios, sendo comum um período de até 30 dias após a emissão da nota.
  2. Substituição da NFS-e: Em casos onde o cancelamento não é permitido ou quando a prefeitura oferece a opção, é possível realizar a substituição da nota. Nesse procedimento, uma nova NFS-e é emitida para corrigir os erros presentes na original. A substituição permite que os dados corretos sejam registrados sem a necessidade de cancelar o documento anterior.
  3. Emissão de uma Nota Fiscal Complementar ou de Anulação: Dependendo das regras locais, também é possível corrigir erros emitindo uma nota fiscal complementar (para ajustes em valores) ou uma nota de anulação (para invalidar a transação). Essas alternativas são úteis quando o sistema do município não permite cancelamentos ou substituições.

Cada município possui especificidades quanto ao processo de correção da NFS-e. Por isso, é fundamental consultar as orientações da prefeitura local para garantir que os procedimentos sejam realizados corretamente, evitando penalidades ou complicações legais.

Para saber mais sobre como corrigir esses erros, leia o artigo “Como corrigir erros na nota fiscal: guia para MEIs“.

Como cancelar uma NFS-e para MEI?

Cancelar uma NFS-e é um procedimento necessário em casos de erro na emissão ou quando a prestação do serviço não foi realizada. Embora seja um processo relativamente simples, ele exige que o MEI siga as regras específicas do município onde a nota foi emitida. Confira abaixo como cancelar uma NFS-e:

  1. Identifique o erro: Antes de iniciar o processo de cancelamento, certifique-se de que a NFS-e contém um erro ou que a operação foi cancelada. Os motivos mais comuns para cancelamento incluem valores errados, dados incorretos do cliente ou o cancelamento do serviço acordado.
  2. Acesse o sistema usado na emissão: O cancelamento da NFS-e deve ser realizado diretamente no sistema onde a nota foi emitida. Acesse o portal com o login e senha utilizados na emissão da nota e localize a opção de cancelamento. Caso tenha dificuldades, muitos sistemas oferecem tutoriais ou orientações para auxiliar o contribuinte.
  3. Justifique o cancelamento: Durante o processo, é necessário informar o motivo do cancelamento. A justificativa deve ser clara e objetiva, explicando o erro ou a situação que levou à necessidade de cancelar a nota.
  4. Verifique o prazo para cancelamento: Cada município estabelece um prazo máximo para o cancelamento da NFS-e, que geralmente varia entre 24 horas e 30 dias após a emissão. Certifique-se de realizar o procedimento dentro desse prazo para evitar complicações.
  5. Confirme o cancelamento: Após revisar as informações e justificar o cancelamento, finalize o processo. O sistema da prefeitura geralmente gera um comprovante de cancelamento, que deve ser guardado para fins de controle fiscal.

Seguindo esses passos, o MEI pode cancelar a NFS-e com facilidade, garantindo que a regularidade fiscal do negócio seja mantida.

Conclusão

A NFS-e para MEI é uma ferramenta indispensável para quem busca profissionalizar a prestação de serviços e manter a regularidade fiscal. Mais do que uma exigência legal, a emissão da NFS-e representa uma oportunidade de organizar melhor o seu negócio, ganhar credibilidade no mercado e acessar uma gama mais oportunidades comerciais.

Emitir a NFS-e não apenas demonstra profissionalismo e compromisso com as boas práticas fiscais, mas também facilita o relacionamento com clientes e fornecedores.

Grandes empresas e órgãos públicos, por exemplo, costumam exigir a emissão de notas fiscais como condição para firmar contratos ou realizar pagamentos. Isso significa que, ao emitir a NFS-e, o MEI não só atende às normas legais, mas também se posiciona de forma competitiva no mercado, aumentando as chances de conquistar novos clientes e fechar parcerias estratégicas.

Outro ponto relevante é a organização financeira que a NFS-e proporciona. Com um histórico detalhado de todas as transações realizadas, o MEI tem acesso a dados importantes que auxiliam no planejamento financeiro, no controle de receitas e despesas e na apuração correta dos tributos. Essa organização é especialmente útil para o preenchimento da Declaração Anual do Simples Nacional, obrigatória para todos os MEIs.

Além disso, a emissão da NFS-e pode trazer benefícios fiscais significativos. Em muitos municípios, existem regras que permitem a isenção ou a redução do ISS, desde que o microempreendedor atenda a determinadas condições, como manter o faturamento dentro do limite anual de R$ 81 mil. Essas economias podem ser reinvestidas no próprio negócio, contribuindo para o seu crescimento e sustentabilidade.

Para facilitar o processo, vale considerar sistemas de emissão como o ClickNotas, que oferece uma plataforma simples e completa para emissão de notas fiscais. Você pode se cadastrar e testar o ClickNotas gratuitamente por 10 dias, experimentando todas as funcionalidades antes de tomar sua decisão final.

Ou seja, investir na emissão da NFS-e não é apenas uma forma de cumprir com as obrigações fiscais, mas também uma estratégia inteligente para impulsionar o sucesso do seu empreendimento como MEI.

Respostas de 3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Conteúdos relacionados

Emissão de todas as suas notas fiscais em um só lugar

Emita NF-e, NFS-e, CT-e e MDF-e de forma ilimitada em um sistema 100% online. 

Emita 5 notas gratuitas

Índice

ClickNotas: utilizamos cookies para analisar o tráfego e aprimorar sua experiência de navegação. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.